É engraçado, não é?
Quando se é novo, só se quer crescer, e depois só se quer voltar a ser criança.
Cara, eu tô com medo. Me tranquei no quarto pra escrever, depois de tanto tempo aqui estou eu mais uma vez. Com lágrimas no olho, olhar cansado. Sei lá, cansei de me sentir assim também, tá doendo e eu não consigo mais lidar com isso, tô me sentindo insegura. O lado bom de estar vulnerável é você. A culpa é sua, mas todo esse tumultuo é por que você está aqui. Já o lado ruim é esse, a dor. Dor da saudade, do ciúme, da distância… É que, eu amava outra pessoa, sei lá, parecia ser amor. Eu já me senti triste antes, e mesmo que seja quase impossível de acreditar, eu sei que no fundo passa. O pior é isso, eu sei que passa. E depois que passa estraga tudo, sei lá, imagina você passando por mim e não fazendo diferença nenhuma? Porra, eu não quero isso. Mas é mais ou menos isso que resta de tudo quando passa. Não é ruim depois que já não sente nada, mas enquanto eu sinto, cara, dói muito. Imaginar que eu vou te ver e não te achar tão incrível, que eu vou ver você com outras pessoas e não sentir ciúme nem medo de perder. Eu te amo, e mesmo com toda a tristeza, é a unica coisa pela qual me motivo a ser feliz. Te amar, mesmo que idiota às vezes, me faz bem. E imaginar você sendo um nada, ou sei lá, alguém não tão importante me deixa mal. Eu já senti isso antes, sei como funciona. Eu tava mal, parecia não ter mais cura, mas ai você apareceu, cara, foi tão bom. Você cuidou de mim, me protegeu. Levou embora toda aquela dor e aqueles pensamentos negativos. Me surpreendeu. Descobri em você uma espécie de herói, sabe, pra tudo eu sabia que podia contar contigo. Você tinha a solução pra qualquer coisa que viesse a me fazer mal. Você era a solução, me fazia feliz. Sei lá, foi tudo de forma tão natural, você esteve ao meu lado todas às vezes que precisei. Quando a lágrima tava pronta pra escorrer você aparecia depressa me fazendo sorrir. Com coisas simples, como o seu jeito de ser. É estranho, por que gostar de você nunca esteve em nenhum pensamento meu, nem nos mais insanos. E de repente lá tava eu… mandando sms de madrugada, ligando todo dia só pra ouvir uma voz, me importando de novo, sei lá, fazendo uma resenha de amor eterno o qual eu julguei tão irreal. Te amando. A coisa certa é essa, me apaixonei por você. No momento errado, mas sei lá, não foi proposital, aconteceu. Não queria falar nada e consegui por um bom tempo. Quando a gente ama o melhor amigo, 99% das chances são pra dar errado e a amizade nunca mais ser a mesma, adivinha? Acreditei no 1%. Foda-se, sempre faço tudo errado mesmo. Tô te perdendo agora. Sabe, é como se eu tivesse passando pela mesma coisa. É a mesma dor, a mesma agonia, mas agora com uma intensidade mais forte. Tô com medo por que não sei se aguento mais uma vez, quero acreditar, mas que bobagem, é uma droga se sentir assim. Ter medo de perder o que não tem. Quantas vezes ouvi por ai que isso é a pior idiotice que alguém pode cometer, e mesmo assim tô aqui, sendo uma idiota. Ok, que seja. Sou idiota demais por achar tudo isso, ou não, mas eu guardo tudo pra mim, me tranco onde ninguém possa me ver, escrevo como se tivesse alguma chance de você ler e entender. Entender que eu quero que exista ” a gente”, não só eu e bem, bem distante, você. Entender que já não tenho forças pra ficar longe, ou te deixar longe. É disso que eu preciso, que me entenda, por favor.
Entenda também… esse texto é pra você. Vestígiar.
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